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O que você acha? Ahhhh… põe no meio!

Hoje no kibeloco.com.br me deparei com a seguinte imagem:


Então me lembrei de um fato que presenciei há muito anos atrás e que seria cômico se não fosse trágico…

Mas antes de narrar este fato tragicômico, é necessário contextualizar:
Estou falando de analfabetismo!

Aproveitando este domingo, 03 de outubro de 2010 – Dia de eleições nacionais, temos o caso do candidato-fenômeno Tiririca: Franco-favorito ao sucesso nas urnas, sua candidatura sofreu vários ataques impetrados por um grupo de “letrados”, sob a alegação de que se trataria de um analfabeto, e portanto, inelegível sob a atual lei eleitoral.
É óbvio que isto trata somente de interesses políticos de outros candidatos que não teriam como vencer o palhaço Tiririca nas urnas.

Bem, eu particularmente não consigo encontrar nenhuma virtude que justificaria um voto no palhaço Tiririca (diga-se de passagem, ótimo palhaço), porém, se levarmos em conta o modelo eleitoral ridículo que temos, onde qualquer bandido pode pleitear uma vaga no legislativo, qual o problema de um palhaço analfabeto também pleitear seu lugar ao sol da corrupção? É uma questão de justiça.
Num modelo eleitoral onde é possível vermos candidatos como Collor, Sarney, Roriz, Maluf e tantos outros da mesma laia, se pontuarmos pela igualdade, até o Fernandinho Beira-mar poderia se candidatar.

Porém, este post não é prá debater sobre política, e sim sobre o analfabetismo funcional (ou absoluto) que assola o país.

O que seria realmente um analfabeto?
Saber ler e escrever seu próprio nome, identificar algumas poucas palavras ou ainda montar pequenas frases sem uma estrutura gramatical correta; elevaria alguém a condição de alfabetizado?

Como trabalho com web, dentre outras coisas, me vejo forçado a participar de várias mídias sociais, mesmo detestando 90% delas.
Convivo diariamente com uma enxurrada de posts, emails, tweeters, etc, efetuados por “uma galera” que nada são, além de analfabetos funcionais. Em especial a geração que neste momento tem por volta dos seus 18 anos.

É um absurdo a quantidade de erros ortográficos e gramaticais.
Semântica então,… vixe, nem me fale!
E é esta “galera” que tem gerado conteúdo, que um dia irá formar opinião de outros.
Um futuro negro se aproxima! Efeito colateral da web 2.0.

Há muitos anos meu voto é nulo, mas se algum dia eu encontrar um candidato que tenha um projeto CONCRETO e VIÁVEL voltado para a educação, este sim, talvez me fizesse voltar a votar.

Agora sim, contextualizado, vamos ao fato citado, tema deste post:

Há muitos anos atrás, numa galáxia distante… Eu trabalhava em drogarias lá no interiorzão de Minas Gerais, na cidade de Boa Esperança.
Isso mesmo! Passei mais de uma década da minha vida vendendo Sonrisal, aplicando injeção e medindo pressão arterial.

Uma das farmácias que trabalhei, seu nome fantasia era:
Drogaria São Paulo 3.

Na época de sua inauguração, o proprietário contratou um pintor para escrever o nome da drogaria (São Paulo 3) na fachada do estabelecimento. Era uma época em que não se fazia necessário ter placas estilosas com a logo da empresa. Uma simples pintura com o nome do lugar já era suficiente.

Então este PINTOR contratado, auxiliado por seu AJUDANTE (o cara que segurava a escada), iniciou o trabalho.

Enquanto o pintor trabalhava, eu atendia o movimento dos frequeses no balcão.
Ele (o pintor) iniciou seu trabalho rascunhando a grafia na parede, partindo em seguida para a “arte” propriamente dita. E tome tinta…

Lá pelas tantas, o pintor me procurou e então rolou o seguinte diálogo:

PINTOR: Terminei. Venha ver se ficou bom.

Então eu fui lá, vi aquela merda de “arte” e disse:

EU: Não vai terminar não?
PINTOR: Ué… tá pronto!
EU: Você não acha que está faltando algo?
PINTOR: (após olhar um tempão para o que acabara de pintar) Acho que tá tudo certo. O que estaria faltando?
EU: Está faltando o TIL em “Sao” Paulo.
PINTOR: Sério? Você tem certeza de que tem til?
EU: Tenho!(neste momento eu já começava a ficar puto)
PINTOR: Você tem algum impresso aí com o nome “São Paulo” escrito prá gente conferir se tem ou não tem til?
EU: Olha meu amigo, eu tenho certeza de que tem til, então, pinta logo um til aí. Se não tiver, eu te pago novamente prá que você venha consertar minha cagada.

Aí, o pintor pegou seu lápis e começou a traçar o til em cima da letra “O” de “saÕ”. “Puta quiu pariu” eu pensei. Então eu disse:

EU: Ô pintor, o til tá no lugar errado. Não é em cima do “O” (saÕ), tem que ser em cima do “A” (sÃo)!
PINTOR: Tem certeza?
EU: Tenho; porra!

Então, o pintor se virou prô seu ajudante (que até então não se manifestava) e o indagou:

PINTOR para AJUDANTE: O que que você acha? O til é em cima do “O” ou do “A”?

Foi aí que o AJUDANTE me veio com uma resposta inesperada, inusitada, genial e brilhantemente política:

AJUDANTE: Ahhhh… põe no meio!